Saúde bucal na gravidez: mitos e verdades

18 de março, 2020

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A gravidez é um momento de muitas mudanças na vida da mulher. Além de visitar o obstetra com frequência para acompanhar as alterações físicas que ocorrem no organismo,os cuidados com a higiene bucal neste período são fundamentais e devem ser redobradas, tanto para a saúde da mamãe quanto do bebê.

Além do pré-natal convencional é necessário fazer também o que chamamos de pré-natal odontológico, evitando ou mesmo tratando possíveis problemas logo no início da gestação. 

Segundo a dentista e consultora de higiene bucal da Condor, Érika Vassolér, o correto é procurar um profissional logo no primeiro trimestre da gravidez para receber as orientações adequadas, como os tipos de alimentos que devem ser evitados para manter a saúde bucal em dia. “É fundamental desmistificar o que é permitido ou não durante a gestação”, diz.

A dentista explica que nesta fase, os principais problemas que ocorrem são doenças relacionadas à gengiva, como é o caso da gengivite que, se não tratada, pode evoluir para uma inflamação dos tecidos ao redor do dente, que é conhecida como periodontite.

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E como a prevenção ainda é a melhor opção, Erika explica que: é essencial que as futuras mamães estejam atentas ao sinais. “Os sintomas mais comuns de gengivite são: gengiva vermelha, e sangramento intenso e espontâneo durante a escovação. Em alguns casos, há o inchaço e o recuo ou retração da gengiva, deixando os dentes com aparência alongada”. 

Os enjoos e vômitos, bastante constantes durante a gravidez, deixam a saliva ácida e alteram o pH da boca, o que facilita o desenvolvimento de cárie nas gestantes com rapidez. Então, para não prejudicar o esmalte do dente, após esses episódios realize um bochecho e faça a escovação dental só depois de 10 minutos. 

Érika Vassoler ainda afirma que há evidências que relacionam as enfermidades gengivais das gestantes ao baixo peso dos bebês e ao parto prematuro. A doença mais grave é a periodontite, inflamação provocada por uma bactéria que pode ser liberada na corrente sanguínea e estimular a contração uterina e aumentar o risco de pré-eclâmpsia, ressalta a dentista explicando que, em algumas situações pode ocorrer um parto prematuro com menos de 37 semanas. “Algumas mulheres, por medo, não seguem as orientações do dentista. No entanto, não realizar o tratamento é muito mais arriscado”, alerta.

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Ainda de acordo com a consultora, manter os dentes sempre limpos, especialmente na região do colo dentário, área em que a gengiva e os dentes se encontram, pode reduzir de forma significativa ou até mesmo evitar a gengivite e a cárie durante a gravidez. 

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Mitos e verdades sobre a higiene bucal durante a na gravidez


Mito: a mulher perde cálcio durante a gestação. O cálcio necessário para a formação dos dentes do bebê provém da alimentação da gestante. Os dentes da mulher grávida não participam do processo de captação e nem sofrem qualquer dano.

Mito: a gestação traz consigo cárie e perda de dentes. A cárie e a consequente perda de dentes são provocadas pela alimentação desregulada, rica em carboidratos e falta de higiene bucal. Sendo assim, mulheres gestantes ou não gestantes podem ser acometidas de cárie caso não haja uma correta escovação, com uso de fio dental e creme dental com flúor, e visitas regulares ao dentista.

Verdade: a periodontite (processo inflamatório de todos os tecidos localizados ao redor dos dentes e que também são responsáveis pela sua fiação) pode causar o parto prematuro. Os microorganismos presentes na placa bacteriana percorrem a corrente sanguínea e estimulam a produção da prostaglandina, uma substância hormonal, que provoca contrações do útero, acelerando o trabalho de parto.

Mito: é proibido o uso de anestesia em gestantes. O uso de anestesia nas gestantes é permitido desde que a substância anestésica utilizada não contenha vasoconstritores. Por isso, o cirurgião-dentista deve ser informado.

Mito: a gestante não pode fazer radiografia. Como em qualquer paciente, os exames radiográficos devem ser feitos com o uso de avental de proteção. Porém, a radiografia deve ser evitada no primeiro trimestre de gestação, e só deve ser realizada em situações de extrema necessidade.s pré-natal odontológico saúde bucal saúde bucal na gravidez